quinta-feira, 20 de abril de 2017

A CASINHA DA BONECA

LA CUEVA DEL CONEJO.


- Seu atrevido sem vergonha. Passando a mão na minha filhinha.
- Ai, papai. Aiai, papai. Aiaiai, papaiê. Ele passou a mão nusmeu peito.
- Olha, safado, sem vergonha. Minha filhinha está chorando, vagabundo.
- Ai, papai. Aiai, papai. Aiaiai, papaiê. Ele passou a mão nasminha coxa.
- Viu, seu vagabundo. Por que fez isso, seu safado?
- E porque o amor é cego... Tem que apalpar.
- O quê, o quê, o quêêêê... - Alguns segundos de silêncio indignado e continua: Olha! Por sua culpa a minha filha está chorando...
- Né por causa disso não, papai. É porque o senhor chegou na hora que ele ia passar a mão na minha bu... - Vendo a cara do pai: na minha buneeeeca.


En español

- Su descarado sin vergüenza. Aprovechándose de mi hijita.
- Ay, papito. Ay ay, papito. Ay ay ay, papiiito. Él cogió mi pechito.
- Mira, desvergonzado, sin vergüenza. Mi hijita está llorando; su ordinario.
- Ay, papito. Ay ay, papito. Ay ay ay, papiiito. Él cogió mis muslitos.
- Ve, osado. ¿Por qué hiciste eso? ¡Procaz! ¿Por qué la tocó?
- Es… Es porque el amor es ciego… Hay que palpar.
- Qué, qué, quééééé… – Tras unos ratos silenciosos e indignados: ¡Mírala! Por su culpa mi hija lloras…
- No papito, no es por eso. Es porque usted llegó en la horita que él iba a coger mi con… – Viendo la cara del padre: mi conejito de peluuuuuche.


 Rubem Leite é escritor, poeta e crontista. Escreve ao Ad Substantiam semanalmente às quintas-feiras; e todo domingo no seu blog literário: aRTISTA aRTEIRO.  É professor de Português, Literatura, Espanhol e Artes. É graduado em Letras Português; tem quatro pós-graduações e é Mestrando em Educação pela Universidad Europea del Atlántico. É, por segunda gestão, Secretário da ASSABI – Associação de Amigos da Biblioteca Pública Zumbi dos Palmares (Ipatinga MG). Foi, por duas gestões, Conselheiro Municipal de Cultura em Ipatinga MG (representando a Literatura).


Escrito no meio da tarde de 18 de março de 2017 e trabalhado entre os dias 18 e 20 de abril do mesmo ano. E fora, Temer!

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