quarta-feira, 28 de setembro de 2016

POLÍTICA E POLÍTICOS

Ou O POVÃO


Potira itapitanga.


Doce seria ser surdo
Para não ouvir boçalidade
E ter um surto
Preconceito, ignorância, estupidez
Fértil sem aridez.

Mas

O verde e o vento da árvore
Baixo do céu negro e branco
Frente a eles, o bronco
E há quem se apavore
E quem se devore
E quem nos devore.

E

Jovens e artistas não falam
Porque não têm o que dizer
Ai! Que saudade(?)
Dos tempos da ditadura
Que falavam por ter o que dizer.

Ainda

Avança noite fria
Cada um por si
Ninguém por ninguém
Vem mais um dia
Decepcionado adoeci.

Contudo

As tardes se aninham no meu rosto
Todavia olho as flores de romã
E entre o gosto e o desgosto
Resta-me ser pessoa irmã.



 Rubem Leite é escritor, poeta e crontista; professor de Português, Literatura e Artes. Escreve ao Ad Substantiam semanalmente às quintas-feiras. E toda segunda-feira no seu blog literário: aRTISTA aRTEIRO. Sem registro do período de criação, mas agradeçamos a Goretti de Freitas por tê-los registrado e me dado. Eu os escrevi e enviei por celular para alguns amigos.

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