quinta-feira, 21 de julho de 2016

PRAÇA POENTE – LUÍS

PLAZA POENTE – LUÍS


Potira itapitanga.


Em português

Para começar em bom estilo: “A tarde talvez fosse azul, não houvesse tantos desejos”. O dia estava assim quando cheguei à rodoviária no dia seguinte em que comprei a passagem para viajar sozinho pela primeira vez. Mamãe e papai me olhando; ela com lágrimas e ele sorrindo.
Tô bonito! – Enquanto espera o ônibus admira-se no reflexo da vitrine. – A calça recém-comprada, a camisa também novinha. Minha melhor camisa, cueca e bermuda na mochila. Como não vê e caminha tão bem no trânsito? Já vou preparado para a mulherada enquanto faço minha matrícula. – Olha para as camisinhas.
Eu tô que falo e não me apresento... Mas acho que você já percebeu pelo título do cronto. Mas de qualquer modo, sou Luís. A viagem tá tranquila e tô chegando em BH. É incrível como no um segundo que me tocou percebeu que eu não levava mochila. Agora, uma paradinha na Nossa Senhora da Boa Viagem como mamãe falô para fazer, arranjá um hotelzinho; tomá um ‘bainzim’ e saí pra caçá. Amanhã me informarei como ir à UFMG para a matrícula do primeiro período.
Huuum! Que caminha boa. Escolhi bem o hotel. Só faltô companhia para amansá o que acorda brabo... Rerrê. Mijá, tomá café e cumprir o que vim fazê pra podê ver a mulherada e a gente se divertir. Como será não enxergar? Como será que se sente? Barba feita, roupa limpa, documentos na mochila. Agora é comer e sair.
Pronto! Já tenho as indicações; e bucho cheio, pé na estrada. Enfim, matrícula realizada. Letras, aí vou eu! Agora, uma passadinha na igrejinha da Pampulha, almoçar e finalmente fudê. Rerrê. Inda bem, que conheci Carminha na matrícula. Assim como eu, ela é de longe. Ainda não visitei o blog... Eim? Quêqui ela tá falano?
Ôôôô, foda boa! Imagine quando as aulas começarem... É mulher demais da conta! A coisa promete. Quando chegar vô procurá-lo. Que isso? Por que esse homem tá chorano desse jeito no meio da rua? Credo! Nunca vi isso: balanços, soluços, gemidos e lágrimas tudo em um choro só. Me aproximo ou vou embora? Acho que dá para atravessar... – É carro à esquerda, à esquerda da esquerda, na frente, atrás, à direita, à direita da direita. Um bolo de carros. – Não quero ser recheio de um bolo de carros. Ufa! Cheguei na rodoviária. Agora é chegá em casa, procurá o Lúcio e falá com ele.


En español

Para empezar de bella forma, nada mejor que un poquito de Drummond: “La tarde tal vez fuese azul, no hubiese tantos deseos”. El día estaba así cuando llegué al terminal de autobús un día después de la compra de billete para mi primer viaje solo. Mamá y papá mirándome; ella con lágrimas y él sonriendo.
¡Qué guapo! – Mientras espera el autobús admira su reflejo en el escaparate. – El pantalón recién comprado, la camisa también nuevita. Mi mejor camisa, calzoncillos y bermuda en la mochila. ¿Cómo no ve y camina tan bien en el tránsito? Ya me voy preparado para las mujeres mientras me inscribo. – Mira los condones.
Estoy hablando hecho un chismoso y no me presento… Pero, creo que tú ya percibió por el título del croento. De cualquier manera, soy Luís. Mi viaje está tranquilo y BH se acerca. Es increíble como en el un rato que me tocó percibió que yo no cargaba mochila. Ahora, obedeceré a mamá y me iré al ícono de la Patrona de Belo Horizonte, buscaré un hotelito; me ducharé y me voy a cazar muchachas. Mañana me informaré como ir a la UFMG para me registrar para el primer semestre de clases.
¡Huuuum! Qué camita más buena. Elegí bien el hotel. Solo me ha hecho falta una acompañante para amansar lo que despierta furioso… Jejé. Mear, me desayunar y cumplir mi misión para finalmente me divertir con las mujeres. ¿Cómo será no ver nada? ¿Cómo será que si siente? Afeitado, ropa limpia, documentos en la mochila. Ahora es comer y salir.
¡Listo! Ya tengo las indicaciones y estoy satisfecho, entonces es horas de salir. Finalmente, matrícula realizada. Letras, ¡ya me voy! Ahora, una paradita en la iglesia de Pampulha, almorzar y finalmente coger. Jejé. Qué bueno tener conocido Conchita en la matrícula. Hecho yo, ella es de lejos. Pero, aún no he visitado el blog… ¡Qué! ¿Qué ella está hablando?
¡Ay, caray! Qué cogida más fantástica. Imagine cuando las clases empezaren… Son mujeres demás. Pero, no puedo desanimar. He de ser intrépido y socorrer las guapas tristes y calientes. ¡Jejé! ¡Qué eso! ¿Por qué ese hombre llora de esa manera en medio de la calle? ¡Credo! Nunca he visto eso: sacudidas, sollozos, gemidos y lágrimas todo en un solo lloro. ¿Me acerco o me voy? Pienso que es posible cruzar la avenida… – Es coche a la izquierda, a la izquierda de la izquierda, en la frente, atrás, a la derecha, a la derecha de la derecha. Es un pastel de carros, un lío total. – No quiero rellenar el pastel de coches. ¡Ay, caramba! Llegué al terminal. Ahora es llegar a mi casa, procurar el Lúcio y hablar con él.


Quem ainda não leu, convido a ler Lúcio: https://ad-substantiam.blogspot.com.br/2016/07/lucio.html

Diquinha de português:
Viajem e viagem: Ambos significam deslocar-se do lugar, uma jornada; seja ela real ou provocada por alucinógeno. Mas:
Viajem – com “j” – é a terceira pessoa do plural do presente do subjuntivo ou terceira pessoa do plural do imperativo: “Viajem vocês! Ou então eles que viajem pelo Brasil. Tanto me faz”.
Já viagem – com “g” – é substantivo: “- Boa viagem! / - Mas... acabei de chegar de viagem?!”. Há uma regra gramatical dizendo: “devem ser escritos com ‘g’ os substantivos terminados em ‘agem, igem ou ugem’: penugem, vertigem, imagem”.

Rubem Leite
Escritor, poeta e crontista; professor de Português, Literatura e Artes.
Escreve ao Ad Substantiam semanalmente às quintas-feiras.
  Cronto pensado e criado em 2009, mas o original se perdeu; então criei outra história entre os dias 15 e 21 de julho de 2016.

Nenhum comentário:

Postar um comentário